Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Pelecaniformes
Família: Ardeidae
 Leach, 1820
Espécie: E. gularis

Nome Científico

Egretta gularis
(Bosc, 1792)

Nome em Inglês

Western Reef-Heron


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Garça-negra

A garça-negra é uma ave da ordem Pelecaniformes pertencente família Ardeidae. Também é conhecida popularmente pelos nomes de garça-dos-recifes e garça-preta. Originária do Velho Mundo, mas por ser uma espécie vagante ocasionalmente ocorre na costa litorânea das Américas, incluindo em algumas ilhas do Brasil, porém de ocorrência rara e localizada.

Nome Científico

Seu nome significa significa: do (francês) aigrette = garça; e do (latim) gularis, gula = garganta. ⇒ Garça garganta. Referência a garganta de coloração distinta desta espécie.

Características

Mede entre 55 e 65 cm de comprimento e pesa ente 280 e 710 gramas, envergadura entre 86 e 104 centímetros. É uma espécie dimorfa, apresentando dois morfos bastante distintos, com uma forma escura e uma forma branca. É encontrado também uma forma intermediária. No morfo escuro o adulto apresenta coloração geral cinza ardósia escuro que contrasta com sua garganta branca. Na região posterior da cabeça apresenta plumas longas e finas. Suas asas possuem pequena mancha branca especialmente visível quando a ave está em voo. Suas pernas são acinzentadas e escuras com os pés na coloração amarelo-esverdeado, bastante similar aos pés da Garça-branca-pequena (Egretta thula). Bico longo, robusto e ligeiramente curvo na ponta e de cor variável, com diferentes quantidades de amarelo e preto, mas sendo todo preto durante a época de reprodução, pelo menos para o morfo nomeado. A forma clara é totalmente branca e se apresenta muito parecida com a Garça-branca-pequena (Egretta thula), entretanto seu bico é mais robusto e ligeiramente curvo. Durante a época de reprodução, ambos os morfos mostram longas plumas na nuca, escapulários e seios. Plumagem intermediária entre os dois morfos foi registrada; no entanto, parece ser mais comum em E. g. schistacea. Pode-se observar alguns indivíduos geralmente cinza com áreas de plumagem branca, bem como espécies predominantemente brancas com áreas mais ou menos importantes de plumagem cinza. Nenhuma certeza quanto a essa fase pôde ser alcançada. Duas explicações são plausíveis: eles podem ser imaturos, ou como se sabe, alguns casais são formados por dois parceiros de fases diferentes. Esses indivíduos possivelmente seriam o resultado desse cruzamento. O jovem da espécie na fase escura apresenta coloração branca mesclada de cinza em várias graduações de acordo com a idade da ave.

Apresenta 2 subespécies:

Subespécies

Possui duas subespécies reconhecidas:

(Clements checklist, 2014).

Fotos das subespécies de Egretta gularis
(ssp. gularis) (ssp. schistacea)

Alimentação

Alimenta-se principalmente de peixes pequenos, mas captura também crustáceos (isópodes, anfípodes, caranguejos) e moluscos quando frequenta a costa, que ainda representa a maior parte do seu tempo. No interior e em prados úmidos, come lagartos, vermes, insetos e anfíbios. Usa principalmente duas técnicas de caça. Primeiro, ela fica parada em uma postura congelada, as pernas ligeiramente dobradas, o bico apontado para o alvo. Assim que sua presa é avistada, ela joga sua cabeça e bico na água em um movimento muito rápido, às vezes submergindo a cabeça inteira. Em segundo lugar, ela anda em águas rasas e tenta pegar peixes que estão indo contra a corrente após uma curta perseguição. Outras vezes perseguem suas presas em águas rasas, muitas vezes correndo ou mexendo os seus pés; também podem ficar parados e esperar suas presas em emboscadas. Muitas vezes fica em águas rasas parado com as asas abertas, esperando a presa.

Reprodução

Faz o ninho em arbustos e árvores de até 20 metros, em manguezais, em estreitos socalcos pendentes de paredes verticais, em cavidades de falésias ou por vezes no solo quando as ilhas estão desabitadas. O ninho é feito de gravetos e ambos os sexos contribuem para a sua construção, embora a maior parte do material seja trazida pelo macho e pode medir de 30 centímetros a um metro. A fêmea põe de dois ou seis ovos de cor azul esverdeado, que são chocados pelo casal, com um período de incubação de 26-28 dias. Os pintinhos têm penas brancas ou escuras, dependendo da morfologia, com bico amarelado e pernas e pés esverdeados. Os filhotes emplumam em 40-45 dias, mas pode deixar o ninho tão cedo quanto 30 dias. E. g. gularis normalmente reproduz de abril a julho / outubro e E. g. schistacea de fevereiro a outubro. Após a reprodução, migra para diversas partes do mundo, como Europa, China, América, etc.

Hábitos

Encontrada principalmente em costas rochosas ou arenosas e recifes; comum na foz de rios cuja superfície é coberta por grandes seixos ou rochas negras aflorantes, mas também em extensões de praias arenosas; menos frequentemente ocupa estuários, planícies lamacentas, pântanos salgados, manguezais e riachos de maré, ocasionalmente no interior. Penetra no interior seguindo o contorno dos vales baixos dos grandes rios. De hábito diurno, normalmente solitário, defende agressivamente o território de alimentação.

Distribuição Geográfica

Residente na África é um exemplo didático de espécie vagante transoceânica registrada no Brasil em Fernando de Noronha-PE, em duas ocasiões distintas em 1996 e 2004 (Silva-e-Silva & Olmos, 2006) e no Arquipélago de São Pedro e São Paulo em 2006. Ambos os indivíduos registrados neste último local permaneceram lá saudáveis, alimentando-se por pelo menos oito meses de fevereiro a setembro (Fedrizzi et al., 2007). Também existe um registro fotográfico adicional para Fernando de Noronha em Dezembro de 2006 (WikiAves, 2016).

Referências

Galeria de Fotos